domingo, 11 de julho de 2010

"A Filha do Pastor"

"E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti, e já não sou digno de ser chamado teu filho. Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa; e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão, e alparcas nos pés; E trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos, e alegremo-nos; Porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a alegrar-se." (Lucas 15: 21-24

Ontem assisti a um filme chamado "A Filha do Pastor"! Se trata da história de uma filha de pastor de uma Igreja de cidade pequena que, tendo sido sempre criada de forma rigorosa por seus pais, tem uma profunda curiosidade de descobrir o que o Mundo lhe reserva! Um dia, a curiosidade transborda dentro dela e, abandonando tudo o que tem: seu pai, a Igreja onde congrega, seus amigos, sua cidade, vai atrás de uma companhia de teatro pelos E.U.A.! Ela quer novas experiências e é exatamente isso o que tem! Não convém comentar se são boas ou não! Para isso, o que recomendo é que assistam ao filme, porque é muiiito bom! Vale a pena! É uma versão atualizada da parábola do filho pródigo, contada por Jesus em Lucas 15:11-31.

O filme me fez pensar como amor de pai, e de Pai, é incondicional mesmo! No início, a jovem protagonista agride seu pai e, mesmo assim, ele a ama e quer de volta, apesar de todas a rebeldia! É bem o que Lucas 15 fala mesmo! Temos uma verdadeira necessidade de conhecer tudo o que é novo! Nunca consideramos a sabedoria dos nossos pais, ou a sabedoria de Deus! Nos achamos tão auto-suficientes, tão espertos, tão melhores! Nunca queremos ouvir os conselhos dos mais velhos! Queremos apenas experimentar o que é diferente!

Depois de assistir a esse filme, lembrei-me de ocasiões em que não fui uma boa filha! Certa vez, por causa de uma namorado, fiz ameaças horríveis à minha mãe! Até hoje me envergonho disso! Acho que, se alguém tivesse dito o que eu falei à minha mãe naquela noite, eu nunca mais falaria com essa pessoa mas, ainda eu tendo-a magoado, o amor da minha mãe por mim permaneceu! Não digo que ela não se magoou, pelo contrário, a dor foi imensa mas ela me perdoou porque seu amor de mãe por mim é maior do que a situação! E, quantas não são as vezes, grandes ou pequenas, que desobedecemos e magoamos nossos pais e, ainda assim, o amor deles permanece?

Com Deus também é assim! Somos como crianças birrentas que sempre querem fazer tudo que nos dá na telha! Queremos tudo no nosso tempo e na nossa hora, desobedemos aos Seus mandamentos, tratamos ao Pai como a um empregado e, ainda assim, Ele nos ama!

Na história do filho pródigo, este sai pega a parte que lhe caberia na herança e vai passear no mundo, curtindo tudo o que a vida lhe proporciona! Vive uma vida louca, gastando muito, bebendo, jogando, fazendo "amigos" e, acaba com sua herança! Quando tudo acaba, seus novos amigos somem. Ele não tem dinheiro nem pra se alimentar então, consegue trabalho em uma fazenda cuidando de porcos em troca do que restar do alimento dos porcos! Depois de muito sofrer, ele resolve tentar a sorte na fazenda de seu pai, como um empregado! Ao voltar pra casa, como empregado, qual não é sua surpresa de seu pai acolhê-lo como filho, não como servo! Seu pai o perdoa por suas faltas e se alegra por tê-lo de volta, festejando com todos em sua fazenda a volta do filho! Burrice? Não! Amor de pai! Com Deus é assim!

Nossa curiosidade nos faz errar perante Deus! Abandonamos o primeiro amor por "prazeres" que podem nos levar a sofrer. É como aquele comentário que usamos em momento d estresse: "Jogamos pedra na cruz", figurativamente! Jogamos o nome de Jesus na lama e seguimos com a vida, sem olhar pra trás! Felizes na vida! Até que começamos a quebrar a cara! Nesse momento, os amigos fogem! Com quem contar, se abandonamos todos os que nos amavam?

Três pessoas: Deus, papai e mamãe! Em algumas vezes, somente Deus! Mesmo depois de tudo o que fizemos, Ele ainda estende os braços e, como um Pai amoroso, nos recebe, nos acolhe, tira as roupas velhas e encardidas e coloca roupas novas e alvas, trata nossas feridas, nos alimenta e nos dá um colinho! Coisa de Paizão, né?! Pois é, Deus é assim! Não importa o que tenhamos feito, Ele esquece, porque é Pai! Eu fiz muita besteira quando me afastei dEle, mas nem penso mais nisso, sabe por quê? Porque sei que Ele já apagou aquilo tudo quando eu voltei arrependida, pedindo abrigo! O amor dEle é tão grande por mim que o passado ficou no passado! Ele pegou toda a minha dor, todo o sofrimento e levou sobre Si, me dando Sua paz! Isso que é amor!

Não importa o que aconteceu! Se você voltar pra Deus e vê-lo como Seu Pai, pode apostar, Ele vai cuidar de você! Muito melhor do que qualquer médico do Hospital Albert Einstein, em São Paulo! Sabe por quê? Ele é o Médico dos médicos, o Psicólogo dos psicólogos, o maior dos professores! Deus é o Melhor Amigo! O melhor PAI! Mas, você tem que dizer a Ele que quer colo, se não, Ele pode entender que você é adulto demais pra querer colinho! Mas, se pedir, pode apostar, Ele vai te dar o melhor colo de todos; O maior amor de todos!

Tereza.





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