
Em todos esses anos de vida posso considerar que meu coração pulou de galho em galho! Sabe aquela história de que a fila anda e que para esquecer um amor deve-se encontrar outro? Pois bem, fiz muito isso! Cheguei à conclusão que meu coração nunca ficou livre e desimpedido, pois sempre havia "aquele cara", "aquela pessoa". Acho que eu vivia apaixonada pra ter com que me ocupar, pra ter alguém pra cuidar, por quem zelar, e assim por diante! Era uma mulher que vivia de amor... rsrs. Até agora!
Semana passada estava quietinha no ônibus, indo para a terapia, quando tive um daqueles momentos em que um raio atinge nossa cabeça e pensamos em algo superinteressante. Meu assunto? Estar apaixonada, ou melhor, não estar apaixonada! Naqueles momentos no trânsito repassei toda a minha jovem vida, sob o prisma da ocupação do coração! Contei cada uma das minhas paixões, desde meus 12 aninhos. A conclusão a que cheguei não foi das melhores...rsrs... a verdade é que eu sou totalmente apaixonável! Sempre tem alguém tomando conta do meu coração. Sempre entrego meu coração de bandeja para alguém! Ou melhor, sempre entregava, porque isso mudou!
Depois de tomar muita pancada dessa vida; de experimentar as "paixonites" adolescentes que a vida nos proporciona e sofrer até cansar (por opção, diga-se de passagem), faz cerca de 2 meses que não me interesso por ninguém. É isso mesmo: NINGUÉM! Pela primeira vez na minha vida, não estou suspirando por nenhum cara, nem pensando 24h por dia em nenhum cara, nem fazendo todo o possível pra ver algum cara feliz! Ou seja, não estou sofrendo por ninguém!
Podem até pensar que é asneira isso mas, para mim, é uma vitória! É conseguir colocar em prática tudo o que sempre quis, mas não conseguia! É conseguir canalizar, ou melhor, focar minhas forças em algo que realmente importa: EU MESMA! Me desculpe quem achar que estou sendo egoísta, mas amar-se a si mesma é essencial para se ser feliz! Me enganei então, ao dizer que não estou apaixonada. Estou sim, mas por mim. Só por mim!!!
Cara, é muito bom acordar de manhã, se olhar no espelho e sentir orgulho por ser bonita. É muito bom curtir cada pequena vitória alcançada e olhar pra todos obstáculos, tendo fé que se pode alcançar o impossível, com a ajuda de Deus! É gratificante olhar para si mesma e ver tudo que antes não era percebido, porque estava muito ocupada cuidando do outro! Daí a gente começa a valorizar-se! Começa a notar que há beleza em si! Que Deus fez você diferente porque ser igual é muito chato!
É mais legal ter cabelo cacheado, mesmo quando a moda é lisinho, porque se pode ser 2 em 1 só! Fora que os cachinhos são como molas que a gente estica e volta pro lugar...rs (palavras de um ex). É bacana ver que o rosto não é igual ao da Giselle Bundchen, mas tem seus atrativos, como olhos de gata, boca carnuda (ou não), olhos castanhos! Olhar para o próprio corpo e notar que, mesmo levemente acima do peso, você continua linda!
Perceber que se é inteligente, mesmo não sendo uma Engenheira Nuclear ou um Empresária bem-sucedida, afinal, quem mais consegue fazer o que você faz com a perfeição que você faz? Notar que, se colocar em prática todos os conselhos que sempre deu aos outros para vê-los bem, você também se dará bem! Amar-se a ponto de dizer "não", quando normalmente você diria "sim" para agradar aos outros! Aprender a agradar a si mesma! Fazer o possível para se fazer feliz! Lutar para ver seus sonhos realizados! São pequenas atitudes que fazem diferença quando se está amando a si mesma! É como estar apaixonada, mas não existe mais "aquele cara", porque o cara é você mesma!
Difícil, não?! Muito! Durante minha adolescência e esse início de juventude, achava impossível. Por quê? Simples! É mais fácil olhar pro outro, cobrando do outro, vendo a alegria do outro, assim como a tristeza. Afinal, não é muito legal tentar e não conseguir ou, até mesmo, tentar, conseguir e não saber o que fazer adiante! Entendi que o medo nos priva de muitas coisas, entre elas, ser feliz! Afinal, só quando se ama é que se conhece realmente. E, se conhecendo, tem plena capacidade para amar o outro de forma verdadeira, sem cobranças, sem dependência, sem ciúmes ou criancices.
Quando me amo, me vejo como um ser completo, um ser que é feliz sem depender do outro! Na verdade, "o cara" não existe, e nunca vai existir! Por mais fantástico que ele seja, não posso fazer dele o centro da minha vida, nem o dono dela! Ele tem que ser ele, eu tenho que ser eu! E, juntos, nós dois, temos que ser um, mas preservando a individualidade de cada um!
Uma pena não ter percebido isso antes! Pena mesmo! Teria me poupado muita dor de cabeça. Mas, a vida é assim! Aprendemos cada coisa no seu devido tempo, e o meu chegou! É muito com estar apaixonada, com certeza, mas é melhor ainda não estar, estando em paz comigo e com Deus!
E "o cara", Tereza? Desiludiu de vez? Jamais!!! Apenas, estou cuidando do meu jardim pra que a minha borboleta encontre lindas flores! =D
Bjinho





